A história do motociclismo também é feita por pessoas que desafiaram os limites de sua época. Entre elas está Bessie Stringfield, uma mulher negra que percorreu os Estados Unidos de moto, enfrentando o racismo e abrindo caminhos para outras mulheres viverem sua paixão pela estrada.
Sua trajetória ganha destaque nas artes do 29º Mercocycle, conectando a celebração do motociclismo à memória de uma de suas pioneiras.
Uma moeda, um mapa e a vontade de viajar
Ainda jovem, Bessie encontrou nas motocicletas uma maneira de explorar o mundo. Aos 19 anos, começou a escolher seus destinos de um jeito pouco convencional: lançava uma moeda sobre um mapa e viajava até o lugar onde ela caía.
A escolha se transformava em uma nova aventura, percorrida sozinha. Essas viagens fizeram da estrada um espaço de descoberta e independência, em uma época em que mulheres motociclistas enfrentavam muitas barreiras.
A estrada também tinha obstáculos fora do asfalto
Para Bessie, viajar exigia enfrentar muito mais do que as dificuldades do percurso. A segregação racial impedia que ela se hospedasse em muitos estabelecimentos.
Quando encontrava famílias negras que a acolhiam, passava a noite com elas. Quando isso não era possível, dormia sobre a própria motocicleta em postos de gasolina. Mesmo diante dessa realidade, continuou suas viagens e se tornou uma referência para mulheres e motociclistas negros.
Um legado que continua inspirando
A contribuição de Bessie foi reconhecida em 2002, quando ela entrou para o AMA Motorcycle Hall of Fame. Sua história permanece como parte da memória do motociclismo e inspira novas gerações a ocuparem seu espaço nas estradas.
Conhecer sua trajetória é lembrar que a liberdade de viajar também foi construída por quem enfrentou preconceitos para seguir em frente.
Conheça essa história no 29º Mercocycle
O 29º Mercocycle — O Paraíso da Motocicleta, em Santa Maria/RS, convida o público a conhecer mais sobre Bessie Stringfield e seu legado.
O encontro acontecerá no Parque Cidade dos Meninos, na Rua Angelin Bortoluzzi, no bairro Camobi. A Rota Biker estará presente com carimbo e selo comemorativo, oferecendo aos participantes mais uma lembrança para seus passaportes.
Uma oportunidade para reunir amigos, compartilhar experiências e celebrar as pessoas que ajudaram a escrever a história do motociclismo.